Não sei quantas vidas terei.
Porque pra mim cada nova fase,
que surge, é um modo de renascer.
E cada vez que isso acontece,
a sensação de ter superado me faz tão forte.
Nasço de mim mesma, sozinha.
Vejo tudo agora com outros olhos.
Com outro sentido.
Há quem diga que viver não seja fácil.
E eu respondo:
De suas dores, sinta o prazer
de amadurecer, de crescer...
Isso é o que forma você.
Se for preciso, nasça..."
Patty Vicensotti
retirado daqui
quinta-feira, 28 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Mais um percalço a vencer...
Quando acordei na passada terça feira dia 19/06/2012, nada me poderia preparar para o que aí vinha.
Alguns sinais indicavam que algo não estava bem: o olho esquerdo não fechava a 100% e a água saía fora da boca do mesmo lado. "Deve ser a minha ansiedade a pregar-me partidas!" - Pensei. Ao longo da manhã, por volta da hora de almoço, fui-me apercebendo que a boca também estava a ficar parada. Disse ao meu marido: "E não estou bem! Tenho que ir ao Hospital. Não consigo mexer a boca nem fechar os olhos.". E de imediato pensei: "AVC!". E fomos ao hospital. Fui atendida na neurologia. Fizeram-me uma série de testes de sensibilidade e um TAC ao cérebro para confirmar se seria AVC ou não. Tirando o tempo de espera, que me deixou na maior ansiedade de que lembro nos ultimos tempos, o pior foi a notícia. O médico explicou-me que o TAC estava normal. O cérebro não apresentava derrames ou tumores. O nome que deu ao meu problema: paralisia facial de Bell. Este tipo de paralesia pode ter sido provocada por um vírus, uma corrente de ar, uma complicação de uma gripe ou constipação, ou ter origem idiopática (sem causa determinada). Falou-me então dos medicamentos a tomar e da importância de os tomar todos conforme esta prescrito, e que nas 48 horas a seguir à paralisia iria senti-la de forma mais acentuada. O choque maior foi quando me falou na fisioterapia o quanto antes para recuperar da paralisia e não ficar com sequelas. As palavras que me assolaram a cabeça foram: "Sequelas? Hã! Como? Então e os medicamentos? Não resolvem?" Após sair do consultório com alta, abateu-se sobre mim a realidade e a sua crueza. Desatei num choro (de morte), e fiz as perguntas que toda a gente faz quando se encontra perante um obstáculo deste tamanho. Roubaram-me o sorriso, o beijo.... O que me custa muito é sorrir em frente ao espelho. A transfiguração repentina é muito dolorosa. Estou profundamente triste e choro com freguência. Hoje tenho o 1º dia de fisioterapia. Estou a tentar preparar-me para os meses que aí veêm e a tentar ir buscar forças para encarar isto com alguma naturalidade. Esta situação veio dar um significado diferente à frase: " você não sabe a força que tem, até que a sua única alternativa é ser forte". Torçam por mim e desculpem o desabafo.
terça-feira, 19 de junho de 2012
O "sôtor" desculpe? # parte 5
Na passada sexta feira, fui finalmente fazer a RM ao pé, um ano e meio depois de tudo começar. O exame estava marcado para as 18H00. Saí do emprego ás 17H00, para prevenir atrasos no estacionamento e meter a ficha às 17H30. Até aqui tudo bem. Cheguei a tempo da hora que me pediram e fiquei à espera. O tempo passou até às 18h35 e eu ainda à espera. Passado cinco minutos chamam o meu nome! "Foi desta" - pensam vocês. NÃO! Mudaram-me para outra sala de espera... e esperei até às 19H55 para entrar. Após a troca da roupa e da colocação do cateter na mão, (um líquido para fazer contraste), fui fazer o exame propriamente dito. O que mais me incomodou foi o barulho imenso que a máquina faz. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi: "estou num filme da Guerra das Estrelas!" Redobrou as minhas dores de cabeça (que não me largaram até hoje). O exame terminou às 20H05 minutos. - "Tivemos uma urgência", foi a desculpa que me deram para tanta demora. Nem os serviços administrativos estavam abertos para pedir a declaração de presença. Mas, afinal estamos a falar do serviço nacional de saúde meus amigos e está tudo explicado. Daqui a 15 dias tenho consulta com o "sôtor" ortopedista. A ver vamos o que vai dizer. A máquina parece mesmo uma nave espacial, não acham?
Etiquetas:
neuroma de morton,
ressonância magnética
sábado, 16 de junho de 2012
Baywatch
Ontem, durante a hora de almoço estive a rever um episódio da série Marés Vivas. Na altura, era eu ainda jovem, e não deixava passar a oportunidade de ver os bronzeados e os abdominais tablete dos muitos nadadores salvadores (jeitosos) da época. Mas, confesso. Fiquei desiludida por rever o episódio. Parecía-me tudo tão artificial e mal feito. Os salvamentos, as conversas... Bolas! - Pensei. Estamos mesmo habituados a ver a qualidade das séries que passam na televisão e dos filmes no cinema, e depois os LCD´s e os HD´s, e os 3D´s. Enfim... pronto. Na altura, o David Hasselhoff era um pão, e eu não me importaria de ser salva por ele! E que mais há a dizer? Não revejo mais nenhum episódio. Vou ficar-me pelas memórias. São boas... não?
There is always the sun...
O dia está cinzento, o céu encoberto. As gentes estão sizudas, de semblante carregado. As flores perderam o brilho, as árvores retraem-se. Mas, eis que por entre o negro e o cinzento, surge uma brecha de luz, que ilumina lentamente alguns minutos deste dia que parecía perdido. Aparentemente já esquecida, surge a memória que por detrás das nuvens e da escuridão, o sol está sempre lá.
Susanna Rush
Etiquetas:
coisas do dia a dia,
coisas minhas
sexta-feira, 15 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Vale a pena ler...
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exacta para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga - Isso é meu,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afectos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exacta para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga - Isso é meu,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afectos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
Victor Hugo
Subscrever:
Mensagens (Atom)










.jpg)


