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domingo, 22 de julho de 2012

Reflexo sou eu

Sou um reflexo perdido;
Que se desvanece nas ondas,
No cair de uma pedra na calmaria
Das águas de um rio.
Sou um reflexo do tempo;
E dos ensaios da vida.
Rosto marcado, desluzimento,
Pelos caprichos de sua senhoria.
Sou um reflexo do nada.
Do que poderia ter sido e não foi.
Das palavras certas e não ditas,
Da lembrança distante que mói.
Sou um reflexo de tudo.
Das portas que se fecham,
E das janelas que se abrem
Tímidas para o monte rudo.
Sou um reflexo do amor.
Do coração livre e aberto,
E da entrega do espirito
Com certeza e desaperto.
                                                           Susanna Rush

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Anjo Caído

                                                                      

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Amor Eterno

Que seja eterno este sentimento,
Por todas as horas do dia que tu estás no meu pensamento.
Tudo o que eu quero é estar contigo.
De tudo o que há no mundo, é só de ti que eu preciso...


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http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=19040#ixzz1x7Ya6liy
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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Poema de Louvor ao "Strip-tease" Secular (gostei!)

Eu sou do tempo em que a mulher
Mostrar o tornozelo
Era um apelo!
Depois, já rapazinho, vi as primeiras pernas
De mulher
Sem saia;

Mas foi na praia!

A moda avança
A saia sobe mais
Mostra os joelhos
Infernais!

As fazendas
Com os anos
Se fazem mais leves
E surgem figurinhas
Em roupas transparentes
Pelas ruas:

Quase nuas.

E a mania do esporte
Trouxe o short.
O short amigo
Que trouxe consigo
O maiô de duas peças.
E logo, de audácia em audácia,
A natureza ganhando terreno

Sugeriu o biquíni,
O maiô de pequeno ficando mais pequeno
Não se sabendo mais
Até onde um corpo branco
Pode ficar moreno.

Deus,
A graça é imerecida,
Mas dai-me ainda
Uns aninhos de vida!


quarta-feira, 21 de março de 2012

Desafio # dia 17

Frase/Poema
Eu sou do tamanho do que vejo.... e não do tamanho da minha altura.
Fernando Pessoa

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Se fosse fácil, não tinha o mesmo sabor...

Se a vida fosse fácil,
Não tinha o mesmo sabor.
Se tudo nos fosse dado de mão beijada,
Não sentiríamos a emoção de ultrapassar um obstáculo
E de dizer: - "Consegui!"
Mas, é de facto dificil....
Passamos por muita coisa
Temos alegrias, tristezas,
Percalços, obstáculos...
Não nos podemos esquecer
Que no meio disto tudo
Temos o maior tesouro no mundo
Eu e Tu
Nós os dois juntos.
Sim! Juntos tudo conseguimos!
Ultrapassaremos tudo!
Não nos podemos deixar vencer pelas circunstâncias.
Lutar de cabeça erguida!
Só assim poderemos ir mais longe.
E não é fácil...
A vida não é fácil...
Mas... Se a vida fosse fácil,
Não tinha o mesmo sabor.
Estou contigo, estás comigo,
Estamos juntos nesta jornada.
Eu e tu...


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

The special one # 5

Fui visitar o meu livro especialíssimo de poemas. E como já cheira a Natal, vou publicar poemas sobre esta quadra. Este é de Fernando Pessoa. Espero que gostem.

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar. 


Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não. 


Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

domingo, 6 de novembro de 2011

The special one # 4

Voltei a visitar o meu livro de poemas. Não procurava nada em particular. Onde parou a página, fiquei.  Poeta do século XIX. O «Trovador» João de Lemos Seixas Castelo Branco foi conhecido desde o tempo de Coimbra, onde se formou em direito, pela publicação do jornal poético O Trovador, no qual eram publicadas as produções poéticas dum grupo de moços estudantes.





João de Lemos Seixas Castelo Branco, (1819-1890)
Jornalista, poeta e dramaturgo português.


Que dizem?

Uns olhos, olhos que falam,
Que de alma as fibras abalam,
Como eu os vi, ninguem viu;
São negros, negros, tão puros
Luzindo, apesar de escuros,
Qual nunca um astro luziu.
Que falam, que falam, sei-o,
Sei-o muito, exp'rimentei-o
Dentro do meu coração;
Cada olhar era um volume,
De que as letras eram lume,
Eram brazas de vulcão.
Eu soletrei-as, eu li-as,
E na memoria esculpi-as
Uma por uma; que fiz?
Soube apenas que falavam,
Que luziam, que queimavam,
Mas cada olhar o que diz?
Olham, falam esses olhos,
Cortam d'um golpe os abrolhos
Da vida, num só olhar;
Falam, falam, mas que dizem?
Falam d'amor, ou maldizem
Quem d'amor lhes quer falar?
E lindos, lindos são eles,
Qual nunca o pincel d'Apeles
Soube pintar, não pintou;
Não tinha tão negras cores,
Nem tintas com tais fulgores,
Onde as achar? não achou.
São lindos, quais nunca teve
Sonhada virgem de neve
Em sonhos de trovador;
Nem as filhas de Mafoma,
Nem filhas de Grecia, ou Roma,
Nem um anjo do Senhor!
Lindos, lindos, transparentes
Como o cristal das torrentes,
Como o véu d'um qerubim;
Transparentes, mas escuros
Como a noite, mas tão puros
Como o céu... vi-os assim.
Vi, mas que importa? falavam,
Eram, lindos, e brilhavam
C´um meigo brilho só seu;
Falavam, mas que diziam?
Brilhavam, por que luziam?
Por que luz o astro no céu?
Falam, falam num lampejo;
Mas entendem meu desejo,
Respondem ao meu olhar?
Ou falam só, como falla
Onda insensivel, que estala
N'um penedo á beira-mar?
Falam so por que é seu fado,
Como o d'um céu estrelado
E brilhar na criação?
Ou falam por que se acendem.
Por que os meus olhos entendem,
E respondem sim, ou não?
Se eles não falam sem tino,
Como inocente menino
Sem pensamento nem fim,
Quando c´os meus os persigo,
Respondem ao que eu lhes digo,
Dizem não, ou dizem sim?

domingo, 19 de junho de 2011

The special one (4º poema)

Aqui fica mais um poema do meu livro. Desta vez escolhi Bocage. É considerado como um dos nossos melhores poetas, e depois de Camões o mais popular e celebrado de todos. Apesar das numerosas biografias publicadas após a sua morte, boa parte da sua vida permanece um mistério. A solidão, o sofrimento, o amor-ciúme, o belo-horrível, a morte, são alguns dos temas que trata, de acordo com o próprio infortúnio da sua vida. Espero que gostem.


“Já Bocage não sou!…
À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento…
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
(…)”


Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage Setúbal - Poeta
1765//1805

Auto-retrato

Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste da facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno.

Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos por taça escura
De zelos infernais letal veneno:

Devoto incensador de mil deidades
(Digo, de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades:

Eis Bocage, em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades
Num dia em que se achou mais pachorrento.

Bocage

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O meu poema favorito és tu…

O meu poema favorito és tu…
Que me acaricias com o teu olhar,
Que me acalmas com o teu sorriso,
Que me reconfortas com o teu abraço.
Porque és o meu refúgio,
O meu porto seguro,
O meu guia, o meu farol...
Que indica o caminho a seguir
Ao navegante perdido e solitário.
Com os teus versos, sacias a sede da minha alma.
Desvendas todos os meus segredos
Com a tua magia perfeita, enfeitiçada...
Assim és tu... a luz que me faz sorrir.