Sou um reflexo perdido;
Que se desvanece nas ondas,
No cair de uma pedra na calmaria
Das águas de um rio.
Sou um reflexo do tempo;
E dos ensaios da vida.
Rosto marcado, desluzimento,
Pelos caprichos de sua senhoria.
Sou um reflexo do nada.
Do que poderia ter sido e não foi.
Das palavras certas e não ditas,
Da lembrança distante que mói.
Sou um reflexo de tudo.
Das portas que se fecham,
E das janelas que se abrem
Tímidas para o monte rudo.
Sou um reflexo do amor.
Do coração livre e aberto,
E da entrega do espirito
Com certeza e desaperto.
Susanna Rush
Susanna Rush
