Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o preto no branco
e os pingos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.
Pablo Neruda
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Pormenores que contam
♫ Um dia de chuva enroscada no sofá
♫ Ler um livro na cama
♫ Sms com " Amo-te muito Kiduskinha"
♫ Rebolar na neve
♫ Afagar os meus persas
♫ Lençois limpos
♫ Fotografias de infância

♫ Banho de espuma
♫ Bolinhas de sabão
♫ Acordar com um beijo
♫ Soprar um dente de leão
♫ Rir até doer a barriga

♫ Dizer amo-te sem escolher o momento
♫ Fazer "nada" com o meu Kidusko
♫ Massagem nos pés
♫ Cheiro de rabanadas no Natal
♫ Bocejar
♫ Pássaros a chilrear pela manhã
♫ A luz de muitas velas
♫ Um belo poema
♫ Chorar de emoção
♫ Arrancar um sorriso de alguém

♫ Carinho inesperado
♫ Ler um livro na cama
♫ Sms com " Amo-te muito Kiduskinha"
♫ Chocolate com avelãs
♫ Rebolar na neve
♫ Uma caminhada pela natureza
♫ Afagar os meus persas
♫ Lençois limpos
♫ Fotografias de infância

♫ Banho de espuma
♫ Bolinhas de sabão
♫ Acordar com um beijo
♫ Soprar um dente de leão
♫ Rir até doer a barriga
♫ Receber uma flor colhida momentos antes

♫ Dizer amo-te sem escolher o momento
♫ Fazer "nada" com o meu Kidusko
♫ Massagem nos pés
♫ Cheiro de rabanadas no Natal
♫ Bocejar
♫ Beijo na boca
♫ Construir castelos de areia como se fosse criança
♫ Andar descalça na areia molhada
♫ Pular em cima da cama
♫ Apanhar sol na praia♫ Pular em cima da cama
♫ Pássaros a chilrear pela manhã
♫ A luz de muitas velas
♫ Um belo poema
♫ Chorar de emoção
♫ Arrancar um sorriso de alguém

♫ Carinho inesperado
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Pormenores
A vida boa, a vida verdadeiramente humana, não se baseia em alguns poucos momentos....
mas em muitos pequenos pormenores.
Parafraseando Harold Kushner
domingo, 6 de novembro de 2011
The special one # 4
Voltei a visitar o meu livro de poemas. Não procurava nada em particular. Onde parou a página, fiquei. Poeta do século XIX. O «Trovador» João de Lemos Seixas Castelo Branco foi conhecido desde o tempo de Coimbra, onde se formou em direito, pela publicação do jornal poético O Trovador, no qual eram publicadas as produções poéticas dum grupo de moços estudantes.
João de Lemos Seixas Castelo Branco, (1819-1890)
Jornalista, poeta e dramaturgo português.
Que dizem?
João de Lemos Seixas Castelo Branco, (1819-1890)
Jornalista, poeta e dramaturgo português.
Que dizem?
Uns olhos, olhos que falam,
Que de alma as fibras abalam,
Como eu os vi, ninguem viu;
São negros, negros, tão puros
Luzindo, apesar de escuros,
Qual nunca um astro luziu.
Que falam, que falam, sei-o,
Sei-o muito, exp'rimentei-o
Dentro do meu coração;
Cada olhar era um volume,
De que as letras eram lume,
Eram brazas de vulcão.
Eu soletrei-as, eu li-as,
Dentro do meu coração;
Cada olhar era um volume,
De que as letras eram lume,
Eram brazas de vulcão.
Eu soletrei-as, eu li-as,
E na memoria esculpi-as
Uma por uma; que fiz?
Soube apenas que falavam,
Que luziam, que queimavam,
Mas cada olhar o que diz?
Olham, falam esses olhos,
Uma por uma; que fiz?
Soube apenas que falavam,
Que luziam, que queimavam,
Mas cada olhar o que diz?
Olham, falam esses olhos,
Cortam d'um golpe os abrolhos
Da vida, num só olhar;
Falam, falam, mas que dizem?
Falam d'amor, ou maldizem
Quem d'amor lhes quer falar?
E lindos, lindos são eles,
Da vida, num só olhar;
Falam, falam, mas que dizem?
Falam d'amor, ou maldizem
Quem d'amor lhes quer falar?
E lindos, lindos são eles,
Qual nunca o pincel d'Apeles
Soube pintar, não pintou;
Não tinha tão negras cores,
Nem tintas com tais fulgores,
Onde as achar? não achou.
Soube pintar, não pintou;
Não tinha tão negras cores,
Nem tintas com tais fulgores,
Onde as achar? não achou.
São lindos, quais nunca teve
Sonhada virgem de neve
Em sonhos de trovador;
Nem as filhas de Mafoma,
Nem filhas de Grecia, ou Roma,
Nem um anjo do Senhor!
Lindos, lindos, transparentes
Em sonhos de trovador;
Nem as filhas de Mafoma,
Nem filhas de Grecia, ou Roma,
Nem um anjo do Senhor!
Lindos, lindos, transparentes
Como o cristal das torrentes,
Como o véu d'um qerubim;
Transparentes, mas escuros
Como a noite, mas tão puros
Como o céu... vi-os assim.
Vi, mas que importa? falavam,
Como o véu d'um qerubim;
Transparentes, mas escuros
Como a noite, mas tão puros
Como o céu... vi-os assim.
Vi, mas que importa? falavam,
Eram, lindos, e brilhavam
C´um meigo brilho só seu;
Falavam, mas que diziam?
Brilhavam, por que luziam?
Por que luz o astro no céu?
Falam, falam num lampejo;
C´um meigo brilho só seu;
Falavam, mas que diziam?
Brilhavam, por que luziam?
Por que luz o astro no céu?
Falam, falam num lampejo;
Mas entendem meu desejo,
Respondem ao meu olhar?
Ou falam só, como falla
Onda insensivel, que estala
N'um penedo á beira-mar?
Respondem ao meu olhar?
Ou falam só, como falla
Onda insensivel, que estala
N'um penedo á beira-mar?
Falam so por que é seu fado,
Como o d'um céu estrelado
E brilhar na criação?
Ou falam por que se acendem.
Por que os meus olhos entendem,
E respondem sim, ou não?
Se eles não falam sem tino,
E brilhar na criação?
Ou falam por que se acendem.
Por que os meus olhos entendem,
E respondem sim, ou não?
Se eles não falam sem tino,
Como inocente menino
Sem pensamento nem fim,
Quando c´os meus os persigo,
Respondem ao que eu lhes digo,
Dizem não, ou dizem sim?
Sem pensamento nem fim,
Quando c´os meus os persigo,
Respondem ao que eu lhes digo,
Dizem não, ou dizem sim?
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Murmúrio de Água
Murmúrio de água na clepsidra gotejante,
Lentas gotas de som no relógio da torre,
Fio de areia na ampulheta vigilante,
Leve sombra azulando a pedra do quadrante,
Assim se escoa a hora, assim se vive e morre…
Homem que fazes tu? Para quê tanta lida,
Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça?
Procuremos somente a Beleza, que a vida
É um punhado infantil de areia ressequida,
Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa…
Eugénio de Castro in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro
domingo, 30 de outubro de 2011
Once upon a time...
Era uma vez uma menina que cresceu e se tornou uma mulher. A menina que bem cedo, deixou de acreditar em contos de fadas e histórias de príncipes e princesas que terminam em happily ever after. Sei que a vida é feita de dificuldades, e que o amor ajuda a ultrapassar os obstáculos mais dificeis, e que mantêm as peças do puzzle no lugar. Sou a mulher que acredita num amor real, que está presente, e que se fortalece nos bons e maus momentos. Mas ainda assim, sou a menina que erra, que é ingénua, teimosa, que não desiste de seus sonhos e ideais... e que diz o que pensa em alto e bom som.
A vida que me transformou mulher, que me mostrou barreiras e me ajudou a ultrapassá-las, que me ensina um dia de cada vez, continua a dizer-me que there is no such thing as enchanted stories...
Simplesmente mulher... francamente menina...
A diferença entre mim e a cinderela?
É que meu encanto não acaba a meia noite!
sábado, 29 de outubro de 2011
Desafio # ABC da Minha Vida
Amor - Representa o que demais importante tenho na minha vida
Borboletas - Beleza efémera e frágil, mas sempre são lembradas pela sua beleza enigmática
Dia – Vivo sempre um de cada vez
Estrelas – Lindas e inspiradoras
Inveja – Ah coisinha feia!
Lua – Encanta-me, fascina-me…. Quero lá ir!
Necrose – 2º metatarsiano do pé esquerdo
Orgulho – O meu signo diz que sou… demais
Paulo – A minha cara-metade
Quilos – Quero livrar-me deles, mas eles não querem livrar-se de mim!
Saudade – Do que vivi e do que ainda quero viver
Talento – Todos temos algum… quando mais não seja está escondido
União – Sólida e para sempre
Xaile – Lembranças da minha avó materna
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
O Natal é quando a mulher quiser
http://amontradovermelhocereja.blogspot.com/#!/2011/02/minha-mao-e-o-teu-coracao-pregadeira.html
É verdade!
Recebi a minha primeira prenda de Natal!
A minha mana Su não se aguenta, e assim que chegou a encomenda, deu-me logo o presente.
Não existe!
Gostei muito, muito, muito! Obrigado mana Su.
Digam lá: é bonito, ou é bonito?
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Mulher e menina
Sou assim pequenina
Metade mulher...metade menina...
Sou a menina que canta...
que brinca e ri...
Sou a menina
que corre pela calçada...despreocupada...
Sou a mulher que sonha em ser amada
Por um amor fatal...
Intenso, devastador...e verdadeiro...
Nao somente um amor carnal...
Um amor verdadeiro...
A alma gémea encontrada...
Menina ou mulher
Mulher ou menina
Que a vida ensina
A viver assim...
Mesmo que este viver
Seja um sonho sem fim...
By Celia PiovesanSou a menina que canta...
que brinca e ri...
Sou a menina
que corre pela calçada...despreocupada...
Sou a mulher que sonha em ser amada
Por um amor fatal...
Intenso, devastador...e verdadeiro...
Nao somente um amor carnal...
Um amor verdadeiro...
A alma gémea encontrada...
Menina ou mulher
Mulher ou menina
Que a vida ensina
A viver assim...
Mesmo que este viver
Seja um sonho sem fim...
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Desafio # 20 pequenas coisas sobre mim
1. A história do meu primeiro beijo
Com Paixão…com entrega…uma boa recordação
2. Uma das minhas obsessõesCom Paixão…com entrega…uma boa recordação
Gatos
3. O que estava a fazer há precisamente um ano
A mesma coisa que faço hoje
4. Uma das minhas inseguranças
Saúde
5. A profissão que queria seguir quando era pequenina
Policia :)
6. A pior parte deste dia
Parte da tarde… ehehehe... nunca mais acaba
7. Uma coisa que gostasse de mudar em mim
Gostava de ser mais relaxada
8. Um objecto que tenha valor sentimental para mim
O primeiro presente que ele me deu9. A disciplina em que me safava melhor no secundário
Inglês10. Os meus hobbies
Internet, bordar e fazer crochet 11. Os meus maus hábitos
Deixo para amanhã o que podia fazer hoje12. Três coisas que me tiram do sério no sexo masculino
Tirar macacos do nariz, tampa da sanita levantada, obsessão por carros
13. Um sítio onde gostava de estar agora
Em casa
14. A pessoa que gostava de ter de volta na minha vida
Ninguém… todas as pessoas que estão comigo, estão de alma e coração. Nada mais preciso.
15. O que me faz feliz
Passar tempo com a família e com a minha cara metade16. O que me tira do sério
Interromperem-me quando estou a falar.... e passarem-me a frente numa fila 17. Três lemas de vida
Preocupar-me o quanto baste, viver o mais que posso e amar sem medida 18. A história do meu primeiro amor
Deixou mágoa…mas ainda assim bonita 19. Uma coisa que me arrependa de não ter feito
Tomar a atitude certa no momento oportuno20. Uma pergunta à vossa escolha
Perguntem.... e eu respondo com todo o gosto
sábado, 22 de outubro de 2011
"Fim do mundo" (re) marcado para sexta feira # 2
Podemos respirar de alívio. Parece que ainda estamos cá!!! Afinal o fim do mundo ainda não foi desta! Yuupiii!
Estou curiosa para saber qual vai ser a desculpa do senhor Harold Camping. Desta vez não deve ter usado a máquina de calcular (gato escaldado de àgua fria tem medo), e deve ter feito uso das novas tecnologias. Pegou no seu portátil e chamou o sr. Excel. Mas nem assim foi lá!
Estou curiosa para saber qual vai ser a desculpa do senhor Harold Camping. Desta vez não deve ter usado a máquina de calcular (gato escaldado de àgua fria tem medo), e deve ter feito uso das novas tecnologias. Pegou no seu portátil e chamou o sr. Excel. Mas nem assim foi lá!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
"Fim do mundo" (re) marcado para sexta-feira
Lembram-se da profecia que apontava o dia 21 de maio como a data do fim do mundo? Afinal, as contas estavam erradas e o apocalipse ficou marcado para o dia .... 21 de outubro. É já na próxima sexta feira. Ou seja, AMANHÃ!!
Pois então foi com muito pesar que tive conhecimento desta notícia. Um certo senhor chamado Harold Camping, líder de um movimento cristão, veio dizer que fez mal as contas (baseadas na sua interpretação da Bíblia)! - A máquina de calcular não não devia estar a funcionar lá muito bem! A sua justificação para esse erro (!), é que afinal o dia 21 de maio era, imaginem o dia do Julgamento espiritual. Já não me lembro o que estava a fazer há 5 meses atrás, mas se houve julgamento, eu não compareci. A destruição, as trevas, ficaram então adiadas para dia 21 de outubro, próxima sexta feira.
E eu a pensar que era só para 21 de dezembro de 2012.... Bolas!!!
http://aeiou.visao.pt/fim-do-mundo-remarcado-para-sexta-feira=f628579#ixzz1bJIzc4Q4
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